sábado, 30 de agosto de 2008


Fernando de Noronha

Um dos tantos paraíso ecológico do Brasil

sexta-feira, 29 de agosto de 2008


Cidade do Porto

Vinho, murais de azulejos e muito mais



A cidade do Porto transborda cultura. Lá está localizada a Universidade do Porto. E o painel azulejado no interior da estação de trem encanta os viajantes. Passear pelas suas ruas é muito pitoresco. Localizada à margem direita do Rio Douro, a cidade abriga 350 mil habitantes, sem contar a população da Região Metropolitana, que chega a 1,2 milhão. Atualmente, a maior parte do bacalhau consumido em Portugal não vem do Porto, mas da Noruega.

A cidade é conhecida internacionalmente pelo vinho do Porto, que lá é produzido e fortificado. Esta bebida dos Deuses é acondicionada em pipas de madeira de carvalho e, depois de passar pelo processo de envelhecimento, é selecionada e exportada para todos os continentes.

Estive no Porto em 2000. De lá segui de trem para Santiago de Compostela. Como na Europa a maioria dos trens tem vagão restaurante, não me preocupei em tomar o café da manhã no hotel. Saí no atropelo e deixei para fazer o desjejum durante a viagem. Para minha surpresa, aquele trem não dispunha de vagão restaurante e, tampouco, de vendedores ambulantes.

Sentada ao meu lado estava uma psicóloga portuguesa, que me ofereceu bolachas. Mais precisamente, um pacote inteiro. Não foi um café quentinho para aquecer aquela manhã fria, mas uma hospitalidade que não esqueci. E estes atos simples se somam às lembranças da história, da geografia e da cultura, tornando a viagem ainda mais prazerosa.

Por Stella Máris Valenzuela - 4983

quinta-feira, 28 de agosto de 2008


Santuário de Fátima

Peregrinos pagam promessas

Os atrativos do Santuário Nossa Senhora de Fátima são a sua própria história. A igreja católica conta que, em 1917 a virgem apareceu e revelou três segredos para Lúcia, Jacinta e Francisco, então crianças. O primeiro tratava da perda das almas durante a Primeira Guerra Mundial. O segundo versava sobre um grande castigo sobre as nações na forma de uma Segunda Guerra Mundial. E o terceiro, revelado pelo Vaticano, falava do sofrimento de um Papa.

O Santuário é procurado por peregrinos, que vão até lá para pagar promessas. É comum ver pessoas andando longos percursos de joelhos numa manifestação de fé. Ao redor do Santuário há inúmeras lojinhas, vendendo rosários, crucifixos, dezenas, santos e outros artigos religiosos. A única curiosidade da cidade é o santuário. Eu estive lá, assisti uma missa e voltei para Lisboa. Para quem tem pouco tempo sugiro um passeio por Sintra e Cascais, que são mais pertos da capital e, sem dúvida, bem mais interessante culturalmente.

Por Stella Máris Valenzuela - 4983
Viagem realizada em 2000.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008



Cascais

O medieval convide em harmonia com o moderno

À beira do mar, Cascais é mais do que uma vila de pescadores. Num passeio pelas suas ruas, pode-se observar prédios medievais convivendo em harmonia com edificações modernas. Tudo limpo, arborizado e florido. Cascais fica a dois passos da boca do inferno, uma cratera por onde o mar entra violentamente. Além disso, a azulejaria encontra-se por toda parte, como o notável painel “Paços do Concelho”.

A cidade expandiu-se para receber turistas. Lá há vários hotéis e restaurantes muito agradáveis. Cascais também é palco de concertos, como ênfase para o Cascais Jazz. É bem fácil chegar a Cascais. É só pegar um comboio em Lisboa e em poucos minutos se está nesta encantadora cidade à beira-mar. Vale a pena passar uma tarde em Cascais ou, simplesmente, sair de Lisboa só para jantar por lá e provar as tantas especiarias: os frutos do mar, os vinhos e os doces.

Eu tive o prazer de almoçar à beira-mar em Cascais num dia ensolarado, ouvindo uma música bem suave. Gostei tanto que voltei no dia seguinte só para jantar. Cascais é linda tanto com a iluminação do sol quanto com a lua refletindo nas suas águas. Quando me sentei num restaurante pequeno e simpático, perguntei para o garçom o que era borrego, que estava no cardápio. Prontamente ele respondeu: borrego é borrego, ora, pois. Adorei a espontaneidade e disse é justamente isto que quero comer. Estava uma delícia.

Viagem realizada em 2000
Por Stella Máris Valenzuela - 4983

Sintra

Palácio da Pena – um passeio imperdível


Sintra é uma aconchegante viagem ao passado. Outrora, esta cidade distante a 50 quilômetros de Lisboa, encantou Luís de Camões e Eça de Queiroz. A herança muçulmana pode ser observada nas casas com pátios abertos ao redor de fontes. As construções medievais, renascentistas, barrocas ficam próximas ao Palácio da Vila. Lá as torres do palácio são as chaminés da cozinha. Muito interessante.
Além de passear pelas ruas pitorescas de Sintra, o Palácio Nacional da Pena é imperdível. Uma estrada serpenteada, asfaltada e arborizada leva o turista até o topo -500 metros. É preciso de condução para chegar lá em cima, pois o percurso parece curto, mas não é.
O Palácio da Pena é uma mistura de estilos passando pelo gótico, o manuelino e o mourisco. A sofisticação da sala árabe, o quarto da rainha, a capela, a ponte árabe, a ponte levadiça e a torre do relógio alegram os olhos e acalentam os corações. É uma arquitetura fascinante. Pode-se ir a Sinta de comboio, partindo de Lisboa. Em menos de uma hora se está lá. Vale a pena conferir as tábuas de frios e degustar um vinho durante a viagem a Sintra, além de fotografar muito para guardar na lembrança as belezas desta inesquecível cidade portuguesa.

Viagem realizada em 2000
Por Sella Máris Valenzuela 4983

terça-feira, 26 de agosto de 2008



A pitoresca Lisboa deixa saudades

Fado, bacalhoada e pastéis de Belém


Lisboa é um encanto. À beira do Rio Tejo, a capital portuguesa oferece variados atrativos. No passeio pelo Rossio pode-se ver o Teatro Nacional Dona Maria II com sua construção neoclássica e a Praça da Figueira. Por ali se pega o elevador Santa Justa, construído em 1901, que liga a Baixa com o Bairro Alto, onde se encontra uma escultura do poeta Fernando Pessoa, mais precisamente no Largo do Chiado, um local de cafés com tertúlias e lojas elegantes. Depois de circular pelas redondezas está na hora de um gostoso almoço. Uma boa pedida é a bacalhoada do Restaurante João do Grão, na Rua Augusta.

Um local pequeno. Este estabelecimento passa de pai para filho e preserva os sabores. Aliás, isto chama muito a atenção na Europa. Diferente da cultura brasileira. De um modo em geral, aqui um empreendedor abre um restaurante. Dá certo e o proprietário resolve expandi-lo. Contrai empréstimo, aumenta o negócio, cobra caro e qualidade cai. Resultado: acaba fechando as portas. Lá não. O atendimento é de primeira. Ao invés de aumentar o tamanho, eles preferem manter a freguesia, que encontrará hoje a mesma qualidade de séculos passados. Depois do almoço, uma foto junto ao Arco da Rua Augusta, do século XIX.

Na Alfama se pode ouvir um fado à noite. De preferência, fuja dos locais mais turísticos e prefira uma autêntica apresentação. Mas faça silêncio. Os portugueses amam o fado e não gostam de barulho, quando da apresentação. Na Alfama também está a Sé Catedral e o Miradouro de Santa Luzia. E bem no alto da colina está o Castelo de São Jorge, de onde se tem uma bela vista de Lisboa.

Outro atrativo imperdível é a Feira da Ladra, que funciona às terças-feiras e aos sábados. Além disso, junto à Torre de Belém e ao Padrão dos Descobrimentos dá para adoçar a visita histórica com os famosos pastéis de Belém, uma delícia. Também encontramos esta iguaria em muitas outras confeitarias. Claro, os doces portugueses são famosos. E são estes sabores, os cheiros, as cores, que se traz de uma viagem a Lisboa. Além do carinho dos portugueses, que adoram os brasileiros.

O que ver em Lisboa

Rossio
Praça da Figueira
Elevador Santa Justa
Arco da Rua Augusta
Ruínas do Carmo
Chiado
Igreja de São Roque
São Pedro de Alcântara – Elevador da Glória
Sé – Catedral
Castelo de São Jorge
Miradouro de Santa Luzia
Alfama
Feira da Ladra
Museu Nacional do Azulejo
Museu Nacional de Arte Antiga
Museu Nacional dos Coches
Mosteiro dos Jerônimos
Torre de Belém
Padrão dos Descobrimentos
Praça dos Restauradores
Avenida Liberdade
Praça Marquês do Pombal
Parque Eduardo VII

Viagem realizada em 2000
Por Stella Máris Valenzuela - 4983
"Viajar é a maneira mais agradável, menos prática e mais custosa de instruir-se." (Paul Morand)