sexta-feira, 4 de abril de 2014

O melhor de Veneza é andar livre e sem mapa



Deixe os guias de lado e siga suas pernas e seus impulsos nesta cidade com 118 ilhas, 400 pontes e 177 canais. O bom de Veneza é perder-se para se encontrar. Leve o esquema na sua memória e tenha como referências a Praça São Marcos, a Ponte do Rialto, o Grande Canal e a Estação Santa Lúcia. Não tem erro.

Há placas nos prédios indicando as direções para a principal praça veneziana e para o Rialto, de onde se tem uma vista ímpar para o Grande Canal e se pode vasculhar o famoso mercado com centenas de lojas, ofertando peças fabricadas com os vidros de Murano e outras bugigangas. O comércio é muito forte em toda cidade. Há desde grifes internacionais até artigos falsificados. E prepare-se para tropeçar em turistas.

Para quem tem pouco tempo e deseja explorar outras ilhas, a sugestão é comprar um bilhete de 12 ou 24 horas, que sai mais em conta e possibilita circular pelos canais e ilhas ilimitadamente dentro do tempo estabelecido. O ticket sempre precisa ser validado.

Uma boa opção é começar por Murano. São muitos atracadores. Confira antes de embarcar. Quem tiver interesse pode conhecer uma fábrica de vidros. Desta localidade siga a Burano, uma colorida aldeia de pescadores. Como é pequena, facilita o deslocamento. É uma boa opção para o almoço. Há restaurantes para todos os gostos e os bolsos.

Depois de saborear uma pasta já está na hora de seguir para Lido, onde ocorre o Festival de Cinema de Veneza. Esta é a maior ilha e comporta a circulação de carros. Espere o cair da tarde para retornar à Praça São Marcos e de lá pegar outro vaporetto até a Estação São Lúcia, com a finalidade de desfrutar a magia do Grande Canal à noite, diferente do charme diurno.

Ouse entrar em ruelas de menos de um metro de largura. O cuidado maior em Veneza é com os batedores de carteira. Nada que os brasileiros não tirem de letra. E lembre que para visitar museus e interiores, o ideal é agendar ingressos antecipadamente pela internet e evitar as longas filas. Se você for passear de gôndola durante o dia, tenha em mente que o congestionamento suprime o glamour e irá de recordação nas fotos de turistas do mundo inteiro.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Air France dá de dez na Alitalia



Nesta última viagem à Europa voei Alitalia e Air France. A companhia francesa tem um serviço superior ao da sua concorrente italiana. Chamou-me a atenção o fato do comandante e dos comissários de bordo falarem um português elogiável, além de inglês e francês.

Logo após a decolagem, eles já brindam os passageiros com sucos, champanhes e vinhos. O jantar foi saboroso. Nos intervalos do longo percurso, a aeromoça circula ofertando água, sorvetes e, por fim, outra refeição.

Já na empresa italiana, além do reduzidíssimo espaço entre bancos, o cardápio é de baixa qualidade. O café das pessoas sentadas próximas a mim voltou intacto.

No percurso Roma a Budapeste segui com a Alitalia. A companhia permite animais domésticos a bordo. Foram quase duas horas de latidos. Normalmente os animaizinhos são transportados no compartimento das bagagens. Na Alitalia, os de pequeno porte vão junto aos seus donos. Uma desagradável experiência, considerando a sensibilidade auditiva nas alturas.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Cesky Krumlov e a sua mágica atmosfera medieval


Um lugarzinho delicioso para passear a dois, perambular solitário ou na presença de amigos é Cesky Krumlov. Nesta encantadora cidade Tcheca, cortada pelo Rio Vltava, me senti como um personagem de um conto de fadas. Um lugarejo com apenas 15 mil habitantes e a 190 quilômetros de Praga. Lá se pode andar sem pressa, apreciando os mais de 300 prédios históricos.

A atmosfera mágica medieval convida a uma viagem ao tempo. Do alto do seu castelo do século XIII, se pode contemplar, até aonde os olhos alcançam, os coloridos telhados das casinhas. No centro, há uma variedade de lojas e de galerias de arte para vasculhar peças diferentes.

Declarada Patrimônio Histórico pela Unesco, Cesky Krumlov fica na região da Boemia, com um admirável estilo de vida despreocupado. Andarilhar por lá é como se estivesse vendo, através de uma janela, o tempo passar suavemente.

A subida ao castelo é de fácil acesso. O grande atrativo é parar no muro do fosso para ver o urso pardo que guarda o local como nos tempos antigos. Depois de tanto vai-e-vem, o melhor é descansar na varanda de um dos tantos restaurantes à margem do rio e bebericar algo.

Como toda cidade Tcheca que se preze, Cesky Krumlov também tem a sua própria cervejaria, Pivovar Eggenberg. Pode até parecer desfeita, mas sempre peço um cálice de vinho tinto. E para comer há diversas opções de pratos elaborados a base de carne de porco, de salsicha, de repolho e de batata.

Gosto de passear pela Europa no outono, o vermelho-amarelado das árvores dá um retoque aos cenários cinematográficos.

Não há erro. Cesky Krumlov é divina. Vale conferir.


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Mostar, a cidade mais bonita da Bósnia-Herzegovina






Após cruzar montanhas, rios, lagos e povos pitorescos surge Mostar. A apenas 130 quilômetros de Sarajevo, capital da Bósnia-Herzegovina, a pequena cidade de 94 mil habitantes transpira influência turca. As longínquas marcas do Império Otomano ainda se revelam na arquitetura e nos bazares com artigos em cobre, tapetes e todo o tipo de bugigangas, que enchem os olhos e esvaziam os bolsos dos turistas. Cortado pelo Rio Neretva, o município é dividido em duas partes: a antiga e a nova.



A Stari Most, ou Ponte Velha, muito além de ser o cartão postal da localidade e o ponto preferido para os registros fotográficos dos visitantes, é o elo de união de um povoado dividido entre muçulmanos, sérvios, croatas e bósnios. Após resistir por mais de quatro séculos, a ponte foi bombardeada em nove de novembro de 1993, no período do conflito étnico, que resultou no fim a Iugoslávia. A reconstrução ocorreu em 2004 e um ano depois já estava protegida como Patrimônio da Humanidade pela Unesco.



À beira do Rio há diversos restaurantes e os pratos mais procurados são os de carnes grelhadas e os de trutas, que abundam da região. Pode-se visitar as mesquitas e também deleitar-se num banho turco. Uma opção indispensável é caminhar pela parte antiga da cidade, percorrendo todo o calçamento de pedras deslizantes, parando para um sorvete ou para uma pechincha nas inúmeras lojas. O sapato deve ser confortável.



O excursionista não pode deixar de perambular pela área nova de Mostar. Neste espaço, as cicatrizes da guerra civil dos anos 90 aparecem em prédios cravejados de balas, em casas abandonadas ou destruídas e em ruínas. É a história para ser lembrada.
Não poderia deixar de comentar o fato de que o santuário da Nossa Senhora de Medjugorge encontra-se a 20 quilômetros do povoado e é muito procurado por peregrinos, de vários cantos do mundo, devido às supostas aparições da Virgem.


Mostar está aberta ao turismo e a reconstrução da sua exuberante ponte é o símbolo da esperança e da aposta no futuro. Um lugar encantador, cercado por montanhas e mistérios. Vale conferir.



quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Lago Bled: um paraíso natural na Eslovênia

Classificada pela National Geographic como um dos lugares mais lindos do mundo, a Eslovênia é o País europeu com a maior área verde. Um território constituído de florestas, vales, lagos, montanhas, vinhedos. A 57 quilômetros da capital, Liubliana, encontra-se o Lago Bled, num pitoresco e intimista povoado de gente simples e hospitaleira. Há excelentes opções de hotéis e de restaurantes. Com águas glaciais, este lago de cor esmeralda é contornado por florestas e pelos Alpes Julianos, em homenagem ao romano Júlio César. No meio do lago, onde a maior profundidade atinge 30 metros, desponta a única ilha natural do País. Um barco especial chamado pletna e conduzido a remo leva os visitantes até a ilhota. O atrativo principal é vencer os 99 degraus até a Igreja Santuário da Assunção de Maria, do século XV, e pagar um euro e meio para badalar o sino do templo, enquanto se faz um pedido. Diz a lenda que o desejo se realiza. Encravado nas montanhas circundantes ao lago surge exuberante um castelo medieval, do século XI. A vista compensa o esforço para chegar ao topo. Também existem trilhas ao redor do lago. Ainda há a opção de alugar um barco para um passeio romântico. O acesso à cidade de Bled pode ser de trem, de ônibus ou de carro, partindo da capital da Eslovênia. Brasileiros não precisam de visto para ingressar no País, que é parte da Comunidade Europeia desde 2004 e adotou o Euro, como moeda, a partir de 2007. O idioma é o esloveno, mas no circuito turístico há quem fale inglês, espanhol ou a linguagem mais universal, a famosa mímica. No fim, todos se entendem. Neste paraíso natural não se vê marcas da guerra dos anos 90. Mesmo na época do Josip Broz Tito, a Eslovênia era a parte mais desenvolvida da ex-Iugoslávia, integrada pela Croácia, pela Bósnia Herzegovina, pela Sérvia, pela Macedônia e por Montenegro. Em 25 de junho de 1991, após consulta plebiscitária, os parlamentos da Eslovênia e da Croácia declararam independência. Slobodan Milosovic, eleito presidente da Sérvia em 1989, não aceitou a autonomia e a guerra civil estourou. A antiga Iugoslávia foi dissolvida após este traumático conflito. E hoje, a região, com uma beleza ambiental e histórica de tirar o fôlego, abre-se cada vez mais para o turismo internacional. Vale conferir. Stella Máris Valenzuela

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Turquia: tapetes, joias e couro




Que os turcos adoram vender não é novidade. Nem todos sabem, porém, que, na Turquia, além de tapetes há excelência em joias e em couro. Peças em pelica são exportadas para outros países da Europa. E réplicas de joias da época do império Otomano são vendidas por lá.

Nas casas de tapetes, o ritual é sempre o mesmo. Primeiro eles servem o chá, depois começam as demonstrações dos artigos que são estendidos com orgulho no piso para os visitantes comprovarem a delicadeza do trabalho. Os autênticos mudam de cor, dependendo do ponto de vista que se observa. E também dá para notar os nós do lado avesso. Há desenhos e motivos para todos os gostos e bolsos.

Muitas vezes, no entanto, é mais barato comprar no Grande Bazar, em Istambul, após pechinchar bastante, do que nas lojas apresentadas pelos guias. Em alguns locais os lojistas servem vinho para seduzir os visitantes a abrirem as carteiras. O fato é que os produtos são bonitos e de qualidade.

A variedade de outras peças artesanais também é grande. Há toalhas de mesa e cerâmicas com desenhos otomanos e também quinquilharias em metais e bordados bem elaborados. Mas o que eles querem mesmo é vender. E para isso, não medem esforços. Prova é que se arriscam a falar nos mais diversos idiomas.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A pequena casinha da Virgem Maria em Éfeso





Diz a Bíblia que, depois de fugir do Egito, a Virgem Maria viveu seus últimos dias em Meryemana, a oito quilômetros do centro de Éfeso e próximo ao porto de Kusadasi, na Turquia. Durante todo o ano, a casinha de pedra é visitada por milhares de peregrinos.

Há um muro onde os devotos colocam seus pedidos em pequenos pedaços de papéis. Os fiéis também acendem velas. E alguns costumam levar garrafas vazias para encher de água. Eles acreditam que o líquido tem poderes curativos. Na saída do singelo santuário, as tendas vendem terços e outros artigos religiosos.

Como são muçulmanos, os turcos não cultuam imagens. Desta forma, a única imagem existente em todo o país é a da Virgem Maria, em Meryemana.

Conforme os religiosos, São João Evangelista, a pedido de Jesus, cuidou da Virgem e se estabeleceu nas cercanias, onde teria escrito o Evangelho.