segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Viva o México





Taxco - a Ouro Preto mexicana



Fiquei com vontade de morar em Taxco. A cidade lembra Ouro Preto, em Minas Gerais. É cheia de ladeiras, casarões coloniais espanhóis e um clima descontraído. Cercada de montanhas, a cidade também atrai pela feira de prata que ocorre nos sábados pela manhã. Têm diversos restaurantes com música ao vivo, uma variação da MPB, e a cada esquina uma surpresa para ser clicada. A cidade é muito bonita. De lá, seguimos para Acapulco.

Viva o México





Cuernava - a cidade das árvores sussurrantes


Cuernavaca é uma cidade pequena com prédios coloniais bem preservados. Fica próxima à Cidade do México e é muito procurada pelos moradores do DF, que a procuraram para desfrutar os finais de semana. Sentar num dos restaurantes do zócalo para bater um papo e tomar uma cerveja depois das longas caminhadas é muito gostoso. Há um transporte que faz todo o circuito turístico com o acompanhamento de guia.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Viva o México





A pitoresca Veracruz no Golfo do México



Estava um céu de brigadeiro. O vôo da Cidade do México a Veracruz foi maravilhoso. Mal deu tempo para tomar a cervejinha e comer os amendoins servidos pela aeromoça simpática. Grudada na janela, eu admirava o Pico Orizaba, a montanha mais alta do México, com 5.747 metros e sempre coberta de neve.
Uma estátua olmeca nas proximidades do aeroporto de Veracruz homenageia o legado desta civilização.

O bom do porto de Veracruz, no golfo do México, é curtir o Zócalo, praça central, para ouvir os mariachis e também passear pelo malecón, que é o calçadão à beira-mar. E não dá para deixar de saborear um café no Café de la Parroquia, fundado em 1808.

Também é possível passear de barco e fazer um recorrido pela Boca del Rio para provar um dos tantos frutos do mar. Acho que a melhor palavra que define Veracruz é pitoresca. Por ser um porto, pode-se comprar produtos importados a preço barato e a população é muito simpática. Vale dar um pulinho até lá.

Viva o México





Cidade do México – o contraste do legado asteca com a modernidade


Voamos Tam de Porto Alegre a São Paulo e seguimos pela Aeroméxico. Desembarcamos de manhã cedo no aeroporto Benito Juarez. Estava um friozinho gelado de uns 15 graus. Fiz câmbio para as primeiras despesas e rumamos para o hotel. Apesar do fuso horário (menos quatro horas), decidimos tomar um banho e começar o passeio. Saímos em direção ao centro histórico, também conhecido como casco histórico, onde a praça principal se chama zócalo.

Passamos pela Alameda Central e subimos na Torre Latino Americana. Do alto de seus 44 andares e 182 metros de altura, a vista da cidade é muito bonita. No centro histórico, antiga cidade asteca, concentram-se prédios de arquitetura variada e prontos para serem fotografados.

São muitos os museus na Cidade do México. O Museu Nacional de Antropologia, próximo ao Bosque de Chapultepec, é um dos melhores do gênero no mundo. A visita a esse museu nos dá uma idéia panorâmica sobre as civilizações asteca, maia, olmeca.
No centro da cidade se encontra o Museu Nacional de Arte, só o prédio vale a visita, o Palácio de Belas Artes, o Museu Mural Diego Rivera. A Catedral Metropolitana é um dos tantos locais imperdíveis, além da Praça Santo Domingo, do Palácio Nacional, sede do governo, e do templo maior, só para citar alguns. Com um mapa na mão, é só seguir os pontos turísticos. Há muito para ver.

Reforma e Bosque de Chapultepec
Outro atrativo imperdível é o Passeio de la Reforma e pelo Bosque de Chapultepec. O Trata-se de uma avenida enorme em extensão e em largura. Na calçada central estão importantes monumentos, como o anjo da independência, a homenagem a Cuauhtémoc, que foi o último imperador asteca a lutar contra os invasores espanhóis. Lá também está a Diana caçadora, uma estátua de bronze de uma mulher nua. Por algum tempo, a imagem da Diana foi coberta por ser considerada indecente. E nas calçadas de ambos os lados da avenida há diversos bancos de praça, cada qual projetado por um artista local. Além de apreciar as interessantes obras de arte, se pode sentar e descansar das longas caminhadas. Esta avenida mistura casarões antigos com edifícios modernos como o da bolsa de valores e o do hotel Sheraton.

San Angel e Coyoacán
San Angel e Coyoacán são dois bairros fora do centro e de acesso fácil. A visita deve ser feita no sábado. Há uma feira de artesanato no sábado pela manhã em San Angel. Os casarios coloniais são bem conservados e o passeio a pé é aconselhável. Lá viveram o muralista Diego Rivera, a pintora Frida Kahlo e o revolucionário russo Leon Trotsky, assassinado em sua residência em Coyoacan em agosto de 1940. As casas onde eles viveram são muito visitadas por turistas. No trajeto de um bairro a outro a sugestão é caminhar pela avenida Francisco Sosa, uma das mais antigas da América Latina.

Xochimilco
No subúrbio, está Xochimilco, onde se pode passear de barco. Chega-se até o local de metrô e de trem. Perto dali encontra-se o museu Dolores Olmedo, uma aristocrata que foi amiga de Diego Rivera. A casa dela, transformada em museu, reúne o maior acervo particular do muralista e é um lugar com muito verde, florido e com animais.

Fora do centro
Outros atrativos fora do centro da Cidade do México são a Basílica da Virgem de Guadalupe, santa padroeira do México, a Praça Garibaldi, um dos locais para ouvir e ver os mariachis, a Praça das Três Culturas, que reúne os estilos pré-hispânico, colonial e moderno.

A Cidade do México, uma das maiores do mundo, oferece aos visitantes uma gama de variedades. Para visitar os pontos principais são necessários, no mínimo, sete dias. E vale a pena. Ah, como vale. E não tem nada a ver com aquelas informações americanizadas que nos passam. O México é bem organizado para receber os turistas, as cidades são limpas, arborizadas e tudo funciona bem.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Viva o México





As cidades são limpas e tudo muito organizado para receber os turistas


Depois de muito consultar guias, revistas, jornais, o roteiro ficou assim definido:
Cidade do México, também chamada de Distrito Federal (DF). A segunda maior cidade do mundo, outrora foi capital asteca.
Teotihuacan, que significa local onde os homens já foram deuses e se destaca por ter sido a cidade mais poderosa do Novo Mundo. Lá podemos ver as pirâmides do sol e da lua, a avenida dos mortos, palácio Quetzalpapalotl.
Porto de Veracruz, no golfo do México.
Cuernavaca, a cidade das árvores sussurrantes é uma das mais antigas do país e procurada, nos finais de semana, por moradores da Cidade do México
Taxco, situada a 1800 metros acima do nível do mar é uma cidade colonial muito bem preservada.
Acapulco, primeiro balneário turístico do México, situa-se no oceano pacífico.
Puerto Escondido, uma linda praia do oceano pacífico e ao sul de Acapulco.
Oaxaca, cidade universitária com intensa programação cultural.
San Cristóbal de las Casas, local onde iniciou o levante zapatista.
Chamula, uma mescla da cultura pré-hispânica e católica com rituais religiosos.
Zinacantan, uma visita aos artesãos que tecem roupas coloridas.
Cañon del Sumidero, onde navega-se por um canyon, uma formação geológica natural que atinge quase mil metros de altura.
Chiapa de Corso, pequeno lugarejo com atrativo folclórico.
Palenque, umas das zonas arqueológicas mais bem conservadas da cultura maia.
Tulum, o sitio arqueológico fica na beira da praia.
Cancun, onde há muitas coisas artificiais de gosto duvidável.
Praia del Carmen, coloração verde esmeralda.
Isla Mujeres, ótima ilha com um mar verde esmeralda.
Cozumel, especial para mergulho e flutuação.
Retorno à Cidade do México – São Paulo – Porto Alegre

Viva o México





Trabalhando o roteiro da viagem
Costumo trabalhar os roteiros de viagens durante vários meses. O ideal é um estudo de um ano de antecedência. Em primeiro lugar porque adoro viajar. Em segundo porque cada viagem tem três momentos: o antes, o durante e o depois. O antes consiste em procurar informações na internet, assistir programas de viagens na televisão, sobretudo o canal Travel & Living, consultar revistas e cadernos de viagens e ouvir dicas de quem já visitou o local sonhado e desejado. O durante é a viagem propriamente dita, que sempre nos revela surpresas e se descobre outras possibilidades de passeios. E o depois, ah, o depois é recordar, é ver e rever as fotos, contar para os amigos e, por fim, deixar as impressões registradas na memória.
Eu já estava com o roteiro pronto para o México quando vi, no Travel & Living, uma reportagem sobre uma feira de prata em Taxco, que ocorre aos sábados pela manhã. Tive de refazer e adequar o itinerário para estar em Taxco justamente no sexto dia da semana e foi compensador. E em San Cristóbal de las Casas acabamos incorporando outros locais, para visitar “poblitos” da vizinhança.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Viva o México





Em busca de companhia para viajar


Encontrei a Lu na fila do elevador e fui logo perguntando:
- Para onde vais nas férias?
- Não sei, respondeu ela.
- Vamos para o México? Indaguei.
- Vamos, respondeu, sem hesitar.
Eu já estava com o roteiro pronto há tempo. O México era um dos destinos a integrar minha longa lista de viagens. Subi até minha sala de trabalho e remeti a proposta de viagem para ela através do correio eletrônico. Estava tudo bem detalhado, mesmo assim, sinalizei com a possibilidade dela acrescentar algo.
De imediato, minha companheira de viagem gostou do roteiro e sugeriu irmos para San Cristóbal de Las Casas, a cidade do levante zapatista, que não constava no percurso original. Sou grata a ela pela indicação. San Cristóbal é uma delícia. Nós nos divertimos muito por lá.
(Viajamos no dia 30 de dezembro de 2008 e retornamos em 30 de janeiro de 2009). E agora, antes de seguir minha aventura de 2010, relembro a viagem pelas terras dos astecas, olmecas, maias.