segunda-feira, 27 de julho de 2009

Casa Branca, natureza e comida mineira






Aproximadamente a 30 quilômetros de Belo Horizonte está Casa Branca. Não é exatamente uma cidade. Trata-se de um povoado de Brumadinho com vielas de chão batido, natureza exuberante e montanhas por todos os lados. Um refúgio para quem quer fugir dos grandes centros.

Há fartura de restaurantes especializados em comida mineira, sítios, pracinha, arvorismo, cachoeiras, caminhadas, ecoturismo, gastronomia e muito mais. Lá a natureza exibe sua arte. E quando a fome bater, uma boa pedida é degustar uma galinha ao molho pardo no Restaurante Ao Pé do Jatobá. Como o nome sugere, se pode apreciar as montanhas sentado à mesa do estabelecimento. Quem arrisca não se arrepende. A dica está lançada.

domingo, 26 de julho de 2009

Tiradentes - patrimônio histórico e artístico





Fundada por volta de 1702 quando os paulistas descobriram o ouro naquelas paragens, Tiradentes situada a 170 quilômetros da capital mineira conserva seu patrimônio histórico. Cercada por montanhas, a cidade de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, atrai turistas de todos os cantos de mundo.

As ruelas com calçamento de pedra e a arquitetura colonial portuguesa convidam os visitantes a eternizarem a paisagem num clique fotográfico. A melhor maneira de conhecer o município, onde foi tramada a inconfidência mineira, é a pé. Também pode-se percorrê-la a cavalo ou de charrete. Apesar das ruas pequenas, muitos carros circulam por lá, atrapalhando os pedestres e poluindo a região.

Quem visita Tiradentes não pode deixar de provar os doces do Chico Doceiro, que faz delícias no seu tacho de cobre, mexido com pá de madeira num forno à lenha. Uma delícia.

Essas fotos foram registrada num sábado de sol de julho, pouco antes da degustação de um tutu à mineira e de visitar lojas de doces, de artesanatos, onde não falta a tradiconal pinga de Minas Gerais. Para quem gosta, é claro.

terça-feira, 30 de junho de 2009

domingo, 21 de junho de 2009

Isla La Roqueta e a virgem de Guadalupe





A 30 minutos de Acapulco está a Isla La Roqueta com suas águas transparentes. No percurso de barco, se pode apreciar a casa dos ricos e famosos. Lá também está a residência do ator, comediante e cantor mexicano Cantinflas.

Um dos grandes atrativo do passeio no barco com fundo de cristal é ver a imagem da Virgem de Guadalupe no fundo do mar. Os mexicanos são muito religiosos e conservam pela virgem de Guadalupe uma veneração especial.

Contam que, durante a invasão dos Espanhóis na Cidade do México, um índio avistou a virgem de Guadalupe e ela teria lhe pedido que fosse erguido um templo em sua homenagem. O índio relatou o aparecimento ao padre, mas o sacerdote não acreditou e pediu uma prova. Foi quando a Virgem fez surgir rosas na cidade do México, onde não existia esta flor. A partir de então foi edificado o primeiro templo e depois muitos outros, onde hoje os mexicanos rezam e veneram Guadalupe no mar e na terra.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

San Cristóbal de Las Casas





O charme da cidade onde iniciou o levante Zapatista

San Cristóbal de las Casas não estava no meu roteiro original para o México. A Luciene, minha companheira de viagem, foi quem propôs o desafio de conhecer a cidade onde iniciou o levante Zapatista. Foi uma surpresa agradável e inesquecível.

Esse lugar, que recebe muitos visitantes europeus, é plano e rodeado por morros verdes de várias tonalidades. As casas são coloridas, as ruas são limpas, o povo é amável e a programação cultural é intensa.

Nos dias em que estivemos por lá, acontecia um ciclo de cinema francês, totalmente grátis. À noitinha, a boa música convidava ao sarau no Bar La Revolución. Os cafés e restaurantes têm arquitetura de bom gosto e a cozinha internacional é servida no capricho. Não se paga muito por uma boa massa acompanhada de um vinho em taça de cristal.

Pertinho de San Cristóbal de Las Casas tem um “poblito” indígena, que preserva sua cultura. Tivemos a oportunidade de assistir a um ritual maia numa igreja de Zinacantán. Eles estavam há semana em festa religiosa, com muito incenso, dança, música e comida.

Outro lugar imperdível e próximo dali é o Canyon Sumidero. Trata-se de um vale de águas profundas, onde se navega por duas horas num rio com crocodilos. As paredes mais altas chegam a um quilômetro de altura, contando-se do fundo do rio, é claro.

Os vestígios do levante Zapatista se apagaram. Pelo menos, aparentemente. Mas, nos informaram que o comandante Marcos tinha estado por lá poucos dias antes da nossa chegada.

Como a maioria das cidades mexicanas, San Cristóbal é toda enfeitada com bandeirolas e não faltam igrejas com a virgem de Guadalupe e mercados com artesanato local. Um passeio tranqüilo, que deixou ótimas recordações.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Viva o México




De San Ángel a Coyoacán

A segunda maior cidade do Mundo abriga bairros pitorescos. Parece que
se está em uma cidade interiorana. Até o início do século 20, San
Ángel e Coyoacán permaneceram como vilarejos rurais e depois os dois
bairros foram absorvidos pela expansão da Cidade do México. A
arquitetura colonial é bem preservada e as ruas são limpas e
arborizadas.

Frida Kahlo, Diego Rivera viveram por lá. Coyoacán foi
onde León Trotsky ficou exilado antes de ser assassinado em 1940. A
casa dele não é tão bem cuidada quanto às dos outros dois moradores
ilustres: Frida e Diego. A casa dela, em Coyoacán, é a mais procurada
por turistas. As filas são grandes para percorrer a residência. O
Museu Estúdio Diego Rivera, que fica em San Ángel, também exibe obras
do muralista e objetos pessoais.

A visita aos dois bairros deve ser feita no sábado. Inicia-se pela
feira de artesanatos na Praça San Jacinto, em San Angel. Os
restaurantes simpáticos convidam a saborear um apetitoso almoço.
Depois, se segue pelas Avenidas La Paz e Insurgentes, passando pela
Avenida Francisco Sosa que, além de ser uma das mais antigas da
América Latina, tem casas bem conservadas, é florida e aconchegante.
Um encanto.

O passeio termina junto aos arcos do convento de San Juan
Bautista, em Coyoacán. Momento para curtir outras praças, mercado e
escolher um dos tantos bares e cantinas para degustar um bom vinho. O
percurso de um bairro a outro é seguro. Sem dúvida, é um sábado
inesquecível.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Viva o México - o país da Frida Kahlo e do Diego Rivera esbanja cultura e beleza






O México é um país incrível. A cultura é diversificada e a natureza generosa. O Museu Nacional de Antropologia é uma excelente porta de entrada no país. Este espaço sintetiza acervos das culturas pré-hispânicas e propicia compreender o México de hoje.

Na Cidade do México ou Distrito Federal (DF) é grande o contraste entre o casco histórico, onde está a praça central chamada de Zócalo, e o Passeio de la Reforma, uma avenida com prédios modernos e com bancos projetados por diferentes artistas, lugar gostoso para sentar e apreciar o Anjo da Independência, a Diana Cazadora e o Monumento a Cuauhtémoc, entre outros tantos.

Seguir a pé de San Ángel a Coyoacán pela Avenida Francisco Sosa é muito agradável. As ruas são arborizadas e as casas colônias bem conservadas. Pelo caminho também se vê igrejas, capelas e praças.

Para abrigar tanta relíquia, a Cidade do México conta, só no centro, com dez museus. Além destes têm o Museu Estúdio Diego Rivera, Museu Frida Kahlo, a Casa Museu Leon Trotsky e o Museu Dolores Olmedo, só para citar alguns.

Durante 30 dias tive a oportunidade de percorrer 15 cidades e também visitar “poblitos”. Foi uma viagem e tanto. Aos poucos, postarei novas matérias e fotos sobre este país de astecas, maias, toltecas, olmecas, de muralistas famosos e de povo simples, amável, colorido e que adora pimenta bem forte.